sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Jovens paleontólogos no IV Congresso Jovens Investigadores em Geociências, Estremoz


Nos passados dias 11 e 12 de Outubro, decorreu mais uma edição do Congresso Jovens Investigadores em Geociências, desta vez a quarta. Como tem sido habitual, a paleontologia marcou presença neste congresso de jovens investigadores. Mais ainda, devido ao aumento no número de participantes, a paleontologia conseguiu encher uma só sessão, e cheia de novos jovens investigadores em paleontologia. Nesta sessão de paleontologia estiveram representadas várias instituições como a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a Sociedade de História Natural de Torres Vedras, a Universidad Complutense de Madrid, o Grupo de Biología Evolutiva UNED e a Universidad Autónoma de Madrid. 


Fila superior: Ana Jacinto (FCUL/UCM), Sofia Pereira (FCUL), Inês Andrade (FCUL), Vanessa Pais (FCUL), Cristiana Esteves (FCUL/SHN), Inês Pereira (UE/CCVE), Fila inferior: Pedro Mocho (SHN/UNED/UAM), Elisabete Malafaia (UCM). Foto de Cristiana Esteves

A conferência de encerramento do encontro esteve a cargo de mais um paleontólogo, desta vez, o prestigiado investigador espanhol Juan Carlos Gutiérrez-Marco da Universidade Complutense de Madrid, que nos levou numa interessante e longo viagem às margens do continente Gondwana a partir do registo fóssil existente.

Juan Carlos Gutiérrez-Marco (UCM) falando sobre a geologia e paleontologia de Gondwana
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Referências:

domingo, 19 de outubro de 2014

Primeiro fitossáurio do Triássico da Bacia do Algarve

restos mandibulares do fitossáurio encontrado na Penina (Algarve)

Foi publicado recentemente na revista Journal of Vertebrate Paleontology uma pequena comunicação que descreve material cranial, uma mandíbula, de um fitossáurio provenientes dos sedimentos triássicos dos "Grés de Silves". Este achado teve lugar na Bacia do Algarve, mais precisamente, junto da localidade de Penina. Neste estudo liderado por Octávio Mateus (Universidade Nova de Lisboa), os autores descrevem restos fósseis de uma mandúbila e alguns dentes que são relacionados a Phytosauria, grupo de archossáurios semi-aquáticos. 

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Referências

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Paleontólogo português notícia na Finlândia.


O investigador Octávio Mateus da Universidade Nova de Lisboa é notícia na Finlândia na HSTV. Neste vídeo, Octávio Mateus explica um pouco sobre como é prospectar nos sedimentos do Jurássico Superior da Lourinhã. Em particular, na Praia de Porto das Barcas, o paleontólogo tem a oportunidade de extrair uma pegada de dinossáurio na Praia de Porto das Barcas. 

Para ver a notícia mais vídeo: http://www.hs.fi/matka/a1410499564389

sábado, 20 de setembro de 2014

Eousdryosaurus nanohallucis, um pequeno entre gigantes. Novo dinossáurio do Jurássico Superior Português

Reconstituição em vida de Eousdryosaurus nanohallucis

Os últimos meses têm sido relativamente produtivos no que diz respeito aos vertebrados mesozoicos portugueses. Desde do estabelecimento de duas novas espécies (Zby atlanticus e Torvosaurus gurneyi), nova informação sobre o registo de Ceratosaurus em Portugal, a revisão sistemática de Lourinhasaurus alenquerensis e diversos estudos preliminares sobre várias ocorrências de ovos, chega a hora de publicar mais um novo género e espécie para a ciência.

Pé de Eousdryosaurus nanohallucis

Eousdryosaurus nanohallucis é o um pequeno dinossáurio ornitópode de pequeno tamanho e herbívoro, que corresponde ao primeiro driossaurídeo a ser definido no Jurássico Superior de Portugal e da Península Ibérica. Este achado foi encontrado nas arribas da praia de Porto das Barcas (Lourinhã) por um carpinteiro, José Joaquim dos Santos, no ano de 1999. O espécimen encontra-se depositado na colecção paleontológica da Sociedade de História Natural de Torres Vedras. Este espécimen é constituído pela parte anterior da cauda (as primeiras vertebras caudais) e elementos da cintura pélvica e das patas anteriores, destacando-se a presença de um pé quase completo.

Árvore filogenética de Eousdryosaurus nanohallucis

Este estudo foi liderado por Fernando Escaso do Grupo de Biología Evolutiva da Universidad Nacional de Educación à Distancia (UNED) e da Sociedade de História Natural, numa equipe que contou com a colaboração de investigadores de diversas instituições portuguesas e espanholas como é o caso da Universidad Autónoma de Madrid, Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Lisboa), Centro de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Esta equipe internacional tem dedicado conjuntamente e nas últimas décadas ao estudo das faunas de vertebrados, em particular dinossáurios, do Jurássico Superior português.

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Referencias: 

sábado, 13 de setembro de 2014

Congresso Jovens Investigadores em Geociências - Resumos até dia 19 de Setembro!


Para quem não está a par, ainda poderás entregar o teu resumo para o IV Congresso Jovens Investigadores em Geociências até o dia 19 de Outubro. Este congresso realiza-se mais uma vez no Centro de Ciência Viva de Estremoz, de 11 e 14 de Outubro.


Este congresso conta ainda com as conferências dos seguintes oradores convidados: Doutor Ícaro da Silva; Prof. Doutor José de Almeida (FCT-UNL); Prof. Doutor António Martins (ECT-UÉ); Prof. Doutor Luis Menezes Pinheiro (UA, LGGM); Prof. Doutor Juan Carlos Gutiérrez-Marco (UCM).

A excursão de campo será realizada ao Geoparque de Arouca, nos dias 13 e 14 de Outubro. 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Nova informação sobre o género de dinossáurios carnívoro Ceratosaurus do Jurássico Superior de Portugal



A revista Historical Biology apresentou um novo estudo sobre os grandes dinossáurios carnívoros do Jurássico Superior de Portugal. Este estudo foi desenvolvido por investigadores da Sociedade de História Natural de Torres Vedras envolvendo também a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e o Grupo de Biología Evolutiva da UNED de Madrid. A presença no Jurássico Superior de Portugal de uma forma de dinossáurio terópode estreitamente relacionada ao género Ceratosaurus, descrito na Formação de Morrison, oeste dos Estados Unidos da América, tinha sido previamente proposta com base em escassos elementos de um único indivíduo e alguns dentes isolados.

Elisabete Malafaia na Morrison Formation (USA)

Recentemente, foram encontrados, na sequência da revisão das colecções de paleontologia da Sociedade de História Natural, em Torres Vedras, novos fósseis identificados a este grupo de dinossáurios. O novo exemplar foi recolhido praia de Valmitão (Lourinhã) e fazia parte de uma colecção privada, recentemente entregue à tutela da Sociedade de História Natural. O decorrer deste estudo permitiu verificar que os exemplares pertencem ao mesmo indivíduo descrito no ano 2000. Assim, este estudo permitiu relacionar duas partes do mesmo indivíduo, recolhidas na mesma localidade mas em diferentes momentos e depositados em distintas instituições. No seu conjunto, o exemplar previamente descrito e o material agora identificado, constituem o registo mais completo de ceratossáurios na Península Ibérica e o mais completo registo do género Ceratosaurus fora da America do Norte. 

Assim, os fósseis portugueses acrescentam informação importante para o conhecimento da evolução paleobiogeográfica deste grupo de terópodes e para testar de que forma essa evolução foi afectada pela abertura do Atlântico Norte. O estudo agora publicado apresenta novas evidências de que a distribuição de Ceratosaurus se estendeu para além do território que corresponde actualmente à América do Norte até à Europa. Previamente, foram notadas algumas diferenças entre os exemplares portugueses e as formas norte-americanas de Ceratosaurus, as quais deverão ser reavaliadas aquando da descoberta de novo material. 

Elisabete Malafaia com um resto fóssil de Ceratosaurus

Nas últimas décadas tem-se vindo a reconhecer uma grande similaridade, em determinados grupos de dinossáurios, entre as faunas do Jurássico Superior da Formação de Morrison e de Portugal. Esta semelhança tem sido interpretada como resultado de intercâmbios de faunas através do proto-Atlântico Norte. Contudo, a presença de outros grupos exclusivos do registo português, sugere um cenário de separação (vicariância) incipiente das populações de vertebrados em ambos continentes, provocada pela relativamente recente abertura do sector norte do Atlântico. Estes processos de vicariância poderão ter-se manifestado de diferentes formas em distintos grupos de organismos, justificando a combinação de formas partilhadas e endémicas actualmente conhecida no registo do Jurássico Superior português.

domingo, 11 de maio de 2014

Zby atlanticus, novo dinossáurio saurópode do Jurássico Superior de Portugal em plena Região Oeste


Ao largo desta semana saíram duas importantes publicações em dinossáurios, uma em dinossáurios saurópodes e outro em dinossáurios terópodes. Hoje dedicamos a nossa notícia à nova espécie e género de saurópode do Jurássico Superior Português, Zby atlanticus.

Zby atlanticus, encontrado em Vale de Pombas (junto do limite entre os concelhos da Lourinhã e Peniche), corresponde a um membro do grupo Turiasauria, um grupo de saurópodes mais primitivos que os tão conhecidos Camarasaurus, Diplodocus ou Brachiosaurus. Neste estudo conduzido pelo investigador Octávio Mateus (Universidade Nova de Lisboa/Museu da Lourinhã) em colaboração com investigadores do College of London (UK) e do Imperial College (UK), apelidam este novo saurópode de Zby, nome dedicado ao geólogo Georges Zbyszweski, um dos paleontólogos mais importantes para a paleontologia de dinossáurios (e não só) em Portugal.  O exemplar em causa corresponde a uma pata anterior (cujo uma réplica está entrada do Museu da Lourinhã), uma escápula e coracóides, um chevron e uma vértebra cervical incompleta. Neste exemplar foram encontradas quatro características exclusivas, sugerindo que este exemplar poderá ser único no registo de saurópodes do Jurássico Superior.

Contudo os autores alertam para as fortes semelhanças com Turiasaurus riodivensis encontrado em Espanha, em sedimentos de idades aproximadas aos sedimentos aflorantes em Vale de Pombas. 

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terça-feira, 6 de maio de 2014

Novo insecto fóssil membro do grupo Palaeodictyoptera descoberto no Carbónico Português.

Exemplar de Stenodictya do Carbónico de França

Nem só de dinossáurios vive o nosso blog, e como tal, hoje noticiamos a descoberta de um novo insecto fóssil encontrado no Carbónico português.

Este novo insecto fóssil foi encontrado na Bacia do Douro, mais precisamente em São Pedro da Cova, em sedimentos do Gzheliano inferior, isto é, com aproximadamente 300 milhões de anos. Num estudo levado a cabo pelo investigador Pedro Correia do Centro de Geologia da Universidade de Porto e colaboradores, este novo insecto é considerado membro do grupo Palaeodictyoptera, e foi definido como Stenodictya (?) lusitanica. O exemplar em causa corresponde a uma asa parcialmente preservada.

Os autores sugerem assim que as faunas preservadas nos sedimentos do Carbónico português apresentam uma maior paleobiodiversidade comparada com aquela que é conhecida hoje em dia.

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Referência:

domingo, 4 de maio de 2014

IX Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados


Realizar-se-á nos dias 25 a 29 de Agosto de 2014 o IX Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados, a decorrer na cidade de Vitória no Espírito Santo (Brasil). Este congresso está a cargo da Universidade Federal do Espírito Santo. Para quem estiver interessado enviar os seus resumos tem até ao dia 16 de Maio para o fazer.

Para mais informações: http://sbpv.com.br/

sábado, 3 de maio de 2014

Conferência sobre a História Geológica do Algarve (Centro Ciência Viva de Lagos)


Realiza-se hoje, 3 de Maio às 15 horas, no Centro Ciência Viva de Lagos, uma conferência com o professor Paulo Fernandes, da Universidade do Algarve. A evolução geológica do Algarve durante os últimos 400 milhões de anos é o tema principal desta palestra. 

Professor Paulo Fernandes

O professor Paulo Fernandes é licenciado em Geologia pela Universidade do Porto e doutorado, também em geologia, pela University of Dublin (Irlanda), efectuando parte da sua investigação na zona Sul de Portugal (Estratigrafia, Palinologia, Tectónica).

Para mais informações: http://www.sulinformacao.pt/2014/04/descubra-os-400-milhoes-de-anos-gravados-nas-rochas-do-algarve/