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sábado, 28 de maio de 2016

Vertebrados do Cretácico Inferior de Papo Seco




No final de 2015 foi publicado na revista internacional Journal of Iberian Geology um novo trabalho sobre os vertebrados provenientes da Formação de Papo Seco, aflorante na península de Setúbal. Este trabalho, intitulado "Dinosaurs and other vertebrates from the Papo-Seco Formation (Lower Cretaceous) of southern Portugal" coloca em contexto sistemático toda uma série de novas ocorrências de peixes actinopterígeos, tartarugas, crocodilos, pterossaurios e dinossáurios.


Dente de Baryonyx sp. (Figueiredo et al., 2015)


Deixamos aqui o resumo:
"New vertebrate remains reported from the Papo-Seco Formation (Lower Barremian, Lower Cretaceous) of Areias do Mastro, in Cabo Espichel, SW Portugal, south of Lisbon. The marine, lagoonal, and estuarine limestones, marls, sands and gravels have yielded remains of dinosaurs and other reptiles since the 19th century. Recent paleontological prospecting produced several vertebrate remains, including turtle shell fragments, crocodilian teeth, fish and pterosaurs. Research identified both bones and teeth of fish, crocodiles, dinosaurs Baryonyx and iguanodontian, as well as a ctenochasmatoid pterosaur, and a possible ornithocheirid pterosaur. These new disclosures are an important contribution to the knowledge of vertebrate diversity from the Portuguese Cretaceous. Faunal species combination proven to be similar to other faunal associations of Barremian formations in the Iberian Peninsula."
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Referência. 

domingo, 8 de março de 2015

Um novo elasmosaurídeo do Maastrichtiano (Cretácico Superior de Angola)



Foi publicado recentemente um novo elasmosaurídeo do Maastrichtiano (Cretácico Superior) de Angola. Este trabalho é publicado no âmbito do ProjectoPaleoAngola enfocado na paleontologia de Angola e no qual tem participado o Museu da Lourinhã. Este trabalho foi liderado pelo paleontólogo português Ricardo Araújo da Southern Methodist University (Dallas, USA). 

"Abstract: We report here a new elasmosaurid from the early Maastrichtian at Bentiaba, southern Angola. Phylogenetic analysis places the new taxon as the sistertaxon to Styxosaurus snowii, and that clade as the sister of a clade composed of (Hydrotherosaurus alexandrae (Libonectes morgani+Elasmosaurus platyurus)). The new taxon has a reduced dorsal blade of the scapula, a feature unique amongst elasmosaurids, but convergent with cryptoclidid plesiosaurs, and indicatesalongitudinal protraction-retraction limb cycle rowing style with simple pitch rotation at the glenohumeral articulation. Morphometric phylogenetic analysis of the coracoids of 40 eosauropterygian taxa suggests that there was a broad range of swimming styles within the clade."


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Refererência

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Diversidade de equinóides do Mesozóico da Bacia Lusitânica na Paleo3



Está in press desde da semana passada um novo trabalho sobre a diversidade de equinóides do Mesozóico da Bacia Lusitânica na revista Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology. Este trabalho foi liderado pelo geólogo Bruno Pereira da Universidade de Bristol. Bruno Pereira é um dos geológicos responsáveis pelo estudo da famosa Praia Jurássica em Porto-de-Mós.


Abstract: Several analyses of diversity through geological time use global, synoptic databases, and this practice often makes it difficult to distinguish true signals in changing diversity from regional-scale sampling and/or geological artefacts. Here we investigate how echinoid diversity changed through the Mesozoic of the Lusitanian basin in Portugal based on a comprehensive, revised database, and seek to distinguish biological signal from geological or environmental constraints. The observed diversity pattern is far from having a defined trend, showing many fluctuations that appear to be linked with gaps in the geological record. This study revealed that, independently of the method used, whether correlation tests or model fitting, the diversity signal is not completely explained by the studied sampling proxies. Among the different proxies, marine facies variation in combination with outcrop area best explains the palaeodiversity curve.

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Referências


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Portugalophis lignites, a cobra da Guimarota.


Foi recentemente publicada um novo género e espécie de cobra proveniente da Guimarota (Leiria), Portugalophis lignites, que constitui um dos registos mais antigos deste grupo de vertebrados no registo fóssil.


Abstract: The previous oldest known fossil snakes date from ~100 million year old sediments (Upper Cretaceous) and are both morphologically and phylogenetically diverse, indicating that snakes underwent a much earlier origin and adaptive radiation. We report here on snake fossils that extend the record backwards in time by an additional ~70 million years (Middle Jurassic-Lower Cretaceous). These ancient snakes share features with fossil and modern snakes (for example, recurved teeth with labial and lingual carinae, long toothed suborbital ramus of maxillae) and with lizards (for example, pronounced subdental shelf/gutter). The paleobiogeography of these early snakes is diverse and complex, suggesting that snakes had undergone habitat differentiation and geographic radiation by the mid-Jurassic. Phylogenetic analysis of squamates recovers these early snakes in a basal polytomy with other fossil and modern snakes, where Najash rionegrina is sister to this clade. Ingroup analysis finds them in a basal position to all other snakes including Najash.



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Referencias

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Registo icnofóssil da Formação da Desejosa (NE Portugal, Câmbrico Inferior).


Nem tudo são dinossáurios. Deixamos aqui uma referência a um trabalho saído no passado ano sobre o registo icnofóssil da Formação da Desejosa (Câmbrico Inferior) a NE de Portugal. O presente estudo foi liderado pelo geólogo português Ícaro Dias da Silva do Instituto Geológico y Minero de España

Abstract: "Trace fossils from a new locality in the Desejosa Formation, Freixo de Espada à Cinta area, northeast Portugal, are described, including Teichichnus rectus and the first Cambrian record from Iberia of the ichnogenus Rosselia, identified as R. cf. socialis. A literary review of the Cambrian record of Rosselia reveals no occurrences older than Cambrian Age 3. The occurrence of Rosselia in the Desejosa Formation therefore adds evidence to that of earlier reports on trilobite remains from the upper part of the Desejosa Formation for a Cambrian age of this unit. Both Rosselia and Teichichnus are indicative of the Cruziana ichnofacies, which is representative of a shallow-marine depositional environment, consistent with earlier interpretations for the depositional conditions of the upper part of the Desejosa Formation in this sector, and in the equivalent Cambrian units in Spain." 

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Referência

domingo, 19 de outubro de 2014

Primeiro fitossáurio do Triássico da Bacia do Algarve

restos mandibulares do fitossáurio encontrado na Penina (Algarve)

Foi publicado recentemente na revista Journal of Vertebrate Paleontology uma pequena comunicação que descreve material cranial, uma mandíbula, de um fitossáurio provenientes dos sedimentos triássicos dos "Grés de Silves". Este achado teve lugar na Bacia do Algarve, mais precisamente, junto da localidade de Penina. Neste estudo liderado por Octávio Mateus (Universidade Nova de Lisboa), os autores descrevem restos fósseis de uma mandúbila e alguns dentes que são relacionados a Phytosauria, grupo de archossáurios semi-aquáticos. 

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Referências

sábado, 20 de setembro de 2014

Eousdryosaurus nanohallucis, um pequeno entre gigantes. Novo dinossáurio do Jurássico Superior Português

Reconstituição em vida de Eousdryosaurus nanohallucis

Os últimos meses têm sido relativamente produtivos no que diz respeito aos vertebrados mesozoicos portugueses. Desde do estabelecimento de duas novas espécies (Zby atlanticus e Torvosaurus gurneyi), nova informação sobre o registo de Ceratosaurus em Portugal, a revisão sistemática de Lourinhasaurus alenquerensis e diversos estudos preliminares sobre várias ocorrências de ovos, chega a hora de publicar mais um novo género e espécie para a ciência.

Pé de Eousdryosaurus nanohallucis

Eousdryosaurus nanohallucis é o um pequeno dinossáurio ornitópode de pequeno tamanho e herbívoro, que corresponde ao primeiro driossaurídeo a ser definido no Jurássico Superior de Portugal e da Península Ibérica. Este achado foi encontrado nas arribas da praia de Porto das Barcas (Lourinhã) por um carpinteiro, José Joaquim dos Santos, no ano de 1999. O espécimen encontra-se depositado na colecção paleontológica da Sociedade de História Natural de Torres Vedras. Este espécimen é constituído pela parte anterior da cauda (as primeiras vertebras caudais) e elementos da cintura pélvica e das patas anteriores, destacando-se a presença de um pé quase completo.

Árvore filogenética de Eousdryosaurus nanohallucis

Este estudo foi liderado por Fernando Escaso do Grupo de Biología Evolutiva da Universidad Nacional de Educación à Distancia (UNED) e da Sociedade de História Natural, numa equipe que contou com a colaboração de investigadores de diversas instituições portuguesas e espanholas como é o caso da Universidad Autónoma de Madrid, Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Lisboa), Centro de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Esta equipe internacional tem dedicado conjuntamente e nas últimas décadas ao estudo das faunas de vertebrados, em particular dinossáurios, do Jurássico Superior português.

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Referencias: 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Nova informação sobre o género de dinossáurios carnívoro Ceratosaurus do Jurássico Superior de Portugal



A revista Historical Biology apresentou um novo estudo sobre os grandes dinossáurios carnívoros do Jurássico Superior de Portugal. Este estudo foi desenvolvido por investigadores da Sociedade de História Natural de Torres Vedras envolvendo também a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e o Grupo de Biología Evolutiva da UNED de Madrid. A presença no Jurássico Superior de Portugal de uma forma de dinossáurio terópode estreitamente relacionada ao género Ceratosaurus, descrito na Formação de Morrison, oeste dos Estados Unidos da América, tinha sido previamente proposta com base em escassos elementos de um único indivíduo e alguns dentes isolados.

Elisabete Malafaia na Morrison Formation (USA)

Recentemente, foram encontrados, na sequência da revisão das colecções de paleontologia da Sociedade de História Natural, em Torres Vedras, novos fósseis identificados a este grupo de dinossáurios. O novo exemplar foi recolhido praia de Valmitão (Lourinhã) e fazia parte de uma colecção privada, recentemente entregue à tutela da Sociedade de História Natural. O decorrer deste estudo permitiu verificar que os exemplares pertencem ao mesmo indivíduo descrito no ano 2000. Assim, este estudo permitiu relacionar duas partes do mesmo indivíduo, recolhidas na mesma localidade mas em diferentes momentos e depositados em distintas instituições. No seu conjunto, o exemplar previamente descrito e o material agora identificado, constituem o registo mais completo de ceratossáurios na Península Ibérica e o mais completo registo do género Ceratosaurus fora da America do Norte. 

Assim, os fósseis portugueses acrescentam informação importante para o conhecimento da evolução paleobiogeográfica deste grupo de terópodes e para testar de que forma essa evolução foi afectada pela abertura do Atlântico Norte. O estudo agora publicado apresenta novas evidências de que a distribuição de Ceratosaurus se estendeu para além do território que corresponde actualmente à América do Norte até à Europa. Previamente, foram notadas algumas diferenças entre os exemplares portugueses e as formas norte-americanas de Ceratosaurus, as quais deverão ser reavaliadas aquando da descoberta de novo material. 

Elisabete Malafaia com um resto fóssil de Ceratosaurus

Nas últimas décadas tem-se vindo a reconhecer uma grande similaridade, em determinados grupos de dinossáurios, entre as faunas do Jurássico Superior da Formação de Morrison e de Portugal. Esta semelhança tem sido interpretada como resultado de intercâmbios de faunas através do proto-Atlântico Norte. Contudo, a presença de outros grupos exclusivos do registo português, sugere um cenário de separação (vicariância) incipiente das populações de vertebrados em ambos continentes, provocada pela relativamente recente abertura do sector norte do Atlântico. Estes processos de vicariância poderão ter-se manifestado de diferentes formas em distintos grupos de organismos, justificando a combinação de formas partilhadas e endémicas actualmente conhecida no registo do Jurássico Superior português.

domingo, 11 de maio de 2014

Zby atlanticus, novo dinossáurio saurópode do Jurássico Superior de Portugal em plena Região Oeste


Ao largo desta semana saíram duas importantes publicações em dinossáurios, uma em dinossáurios saurópodes e outro em dinossáurios terópodes. Hoje dedicamos a nossa notícia à nova espécie e género de saurópode do Jurássico Superior Português, Zby atlanticus.

Zby atlanticus, encontrado em Vale de Pombas (junto do limite entre os concelhos da Lourinhã e Peniche), corresponde a um membro do grupo Turiasauria, um grupo de saurópodes mais primitivos que os tão conhecidos Camarasaurus, Diplodocus ou Brachiosaurus. Neste estudo conduzido pelo investigador Octávio Mateus (Universidade Nova de Lisboa/Museu da Lourinhã) em colaboração com investigadores do College of London (UK) e do Imperial College (UK), apelidam este novo saurópode de Zby, nome dedicado ao geólogo Georges Zbyszweski, um dos paleontólogos mais importantes para a paleontologia de dinossáurios (e não só) em Portugal.  O exemplar em causa corresponde a uma pata anterior (cujo uma réplica está entrada do Museu da Lourinhã), uma escápula e coracóides, um chevron e uma vértebra cervical incompleta. Neste exemplar foram encontradas quatro características exclusivas, sugerindo que este exemplar poderá ser único no registo de saurópodes do Jurássico Superior.

Contudo os autores alertam para as fortes semelhanças com Turiasaurus riodivensis encontrado em Espanha, em sedimentos de idades aproximadas aos sedimentos aflorantes em Vale de Pombas. 

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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Estudo sobre dentes de megalosaurídeos com dentes do Jurássico Superior da Região Oeste



Na semana passada um novo trabalho sobre dentes de terópodes megalosaurídeos foi publicado na prestigiada revista Acta Palaeontologica Polonica. Num estudo liderado pelo paleontólogo Christophe Hendrickx, da Universidade Nova de Lisboa, a dentição referida ao grupo Megalosauridea é revista de forma detalhada assim como o valor taxonómico de estes elementos na hora de realizar enquadramentos sistemáticos mais precisos (que no caso deste grupo não é tão fácil). Neste estudo, são incluídos diversos dentes de terópodes provenientes da região Oeste, com destaque para os dentes do recentemente descoberto, Torvosaurus gurneyi, encontrado no concelho de Peniche.

Dente de Torvosaurus da Praia da Areia Branca (Lourinhã)

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Referência:

quinta-feira, 6 de março de 2014

Nova espécie de Torvosaurus no Jurássico Superior de Peniche

por Sergey Krasovskiy 

Ontem foi publicada na conhecida e controversa PlosOne, mais uma nova espécie de dinossáurio, desta vez nos sedimentos do Jurássico Superior da Bacia Lusitânica. Christophe Hendrickx e Octávio Mateus, investigadores da Universidade Nova de Lisboa, definem uma nova espécie de TorvosaurusTorvosaurus gurneyi, ao redescrever toda uma série de material já conhecido e anteriormente atribuído ao género Torvosaurus.



Os autores consideram que a maxila deste indivíduo, encontrada na Praia Vermelha (Peniche), é possível identificar duas possíveis autapomorfias (caracterísitcas exclusivas) e que permitiram assim definir esta nova espécie de Torvosaurus, apelidade de Torvosaurus gurneyi. Agora é necessário esperar que a comunidade ciêntifica valide em futuras publicações esta nova espécie de Torvosaurus, e que novo material possa melhorar o estado de conhecimento actual sobre este novo táxon do Jurássico Superior de Peniche.

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Referência

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Revisão do saurópode Lourinhasaurus alenquerensis na Zoological Journal of Linnean Society


O dinossáurio saurópode Lourinhasaurus alenquerensis foi alvo de uma detalhada revisão sistemática por parte de investigadores portugueses e espanhóis e recentemente publicada na revista Zoological Journal of Linnean Society. Encontrado em Moinho do Carmo (Alenquer) pelo geólogo norte-americano Harold Weston Robbins, foi publicado em 1957 por Albert de Lapparent e Georges Zbyszewski como uma nova espécie de Apatosaurus, Apatosaurus alenquerensis

Em 1998, o estudo do material clássico colectado nos anos 50 e uma nova descoberta em Porto Dinheiro (Lourinhã), possibilitou ao paleontólogo Pedro Dantas (Museu Nacional de História Natural) e colaboradores definir um novo género, Lourinhasaurus. No entanto, um ano depois, uma nova análise por parte de José Bonaparte (Museo Argentino de Ciencias Naturales) e Octávio Mateus (Museu da Lourinhã) revelou que o material descoberto em Porto Dinheiro tinha características morfológicas distintas do saurópode de Alenquer, levando assim à definição do primeiro saurópode diplodocídeo europeu, Dinheirosaurus lourinhanensis

Hoje, investigadores portugueses e espanhóis da Universidad Autónoma de Madrid, Sociedade de História Natural de Torres Vedras, Grupo de Biología Evolutiva da UNED e a Fundación Conjunto Paleontológico de Teruel-Dinópolis apresentam um novo estudo incidente no exemplar encontrado em Moinho do Carmo e depositado no Museu Geológico, museu portador de uma das maiores colecções em paleontologia da Peninsula Ibérica. Esta revisão sistemática é possível propor um nova posição filogenética que considera Lourinhasaurus como membro do grupo Camarasauromorpha, e em particular do grupo Camarasauridae, composto por Lourinhasaurus, Camarasaurus e Tehuelchesaurus.

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Referencia: 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Hylaeochelys kappa, nova tartaruga do Jurássico Superior de Mafra (Portugal)


Depois de Selenemys lusitanica, encontrada no conselho de Torres Vedras, o Jurássico Superior da região Oeste volta a proporcionar uma nova espécie de tartaruga fóssil, fazendo desta região um autêntico "ninho" de tartarugas fósseis. 

Adán Pérez-García (Universidad Complutense de Madrid) e Francisco Ortega (Grupo da Biología Evolutiva da Universidad Nacional de Educación a Distancia), ambos investigadores da instituição portuguesa Sociedade de História Natural (SHN), sediada em Torres Vedras, descrevem uma nova espécie  de tartaruga com base numa carapaça significativamente completa encontrada no Barril, em Mafra. 

Esquema da carapaça de Hylaeochelys kappa.

A descrição deste exemplar e a sua posterior comparação com o registo europeu de tartarugas fósseis, permitiu concluir que esta tartaruga corresponde a um novo membro basal de Eucryptodira, mas fora do grupo Plesiochelyidae, grupo de tartarugas relativamente abundante no Jurássico Superior da Península Ibérica. Com este exemplar é estabelecida uma nova espécie dentro do género Hylaeochelys, apelidada de Hylaeochelys kappa. Esta nova espécie do género Hylaeochelys, encontrada nos sedimentos do Jurássico Superior do Barril (Mafra), é a primeira e mais antiga ocorrência de este género a nível mundial. Para além da espécie portuguesa, existe uma outra espécie de Hylaeochelys, Hylaeochelys belli, pertencente ao Cretácico Inferior Britânico.

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Referência

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Associações de Amonites e Foraminíferos bentónicos de São Gião (Portugal)


Maria Helena Henriques (Faculdade de Ciências e Tecnología, Universidade de Coimbra) e Maria Canales (Facultad de Ciencias Geológicas, Universidad Complutense de Madrid) publicam recentemente na revista internacional GeoBios, nova informação sobre as associações de foraminíferos (organismos protistas que podem segregar um pequena concha passível de fossilizar) bentónicos e amonites (cefalópodes com concha em espiral que se extinguiram à 66 milhões de anos) de São Gião, Portugal. Os afloramentos de São Gião, têm sido referência na Bacia Lusitânica (ou Lusitaniana) para a transição entre o Jurássico Inferior e Jurássico Médio (Toarciano Superior-Aaleniano Superior).


Deste local foram colectados milhares de exemplares, 447 amonites e 13,116 que foram estudados do ponto de vista taxonómico, paleoecológico e bioestratigráfico. Os foraminíferos foram particularmente úteis na hora de calibrar o momento da transição Jurássico Inferior-Médio em São Gião. As associações fósseis de foraminíferos de São Gião são ainda consideradas pelos autores como as mais diversas no âmbito da Península Ibérica, como 71 espécies identificadas.

 Com base nas associações identificadas os autores consideram que estas proveem de um paleoambiente de águas superficiais e sem influencia de águas frias, não suportando a ideia de ocorrência de um arrefecimento da água do mar no Aaleniano inferior, como tem sido defendido por outros autores.

Deixamos o resumo:
This paper describes and characterises the co-occurrence of ammonite and benthic foraminiferal assemblages across the São Gião outcrop (Central Portugal), a reference section for the Lower-Middle Jurassic boundary in the Lusitanian Basin. The upper Toarcian-lower Aalenian marls and marlylimestones in this section provide a precise and detailed ammonite-based biostratigraphic zonation, with a mixed assemblage of northwest European and Mediterranean faunal elements, associated with benthic foraminifera assemblages with northern hemisphere affinities, both correlatable with the Aalenian GSSP at the Fuentelsaz section (Iberian Cordillera, Spain). A total of 447 well-preserved ammonite specimens and 13.116 foraminifera have been studied; no evidence was detected of any taphonomic processes that could have changed the original assemblages. From a biostratigraphic point of view, the ammonite record has enabled four biostratigraphic units to be recognised (the Mactra and Aalensis subzones of the Aalensis Biozone in the upper Toarcian, and the Opalinum and Comptum subzones of the Opalinum Biozone in the lower Aalenian). With regard to the benthic foraminifera, the taxa identified have enabled the Astacolus dorbignyi Zone and 11 bioevents to be identified, most of which representing local biostratigraphic proxies. However, the increase in the relative abundance of Lenticulina exgaleata Dieni from the upper part of the Opalinum Subzone to the lower part of the Comptum Subzone has a regional value. The constant and continuous ammonite record of northwest European taxa, together with typical Mediterranean taxa – namely Grammoceratinae – throughout the section, the high relative abundance of Miliolina representatives – generally interpreted as foraminifers typical of shallow waters – and the absence of foraminiferal forms typical of cool waters, do not support the inference of cool seawater temperatures attributed to the Early Aalenian, or the global character of the ‘‘Comptum cooling event’’, at least with reference to the Lusitanian Basin.
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Referência: