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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Diversidade de equinóides do Mesozóico da Bacia Lusitânica na Paleo3



Está in press desde da semana passada um novo trabalho sobre a diversidade de equinóides do Mesozóico da Bacia Lusitânica na revista Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology. Este trabalho foi liderado pelo geólogo Bruno Pereira da Universidade de Bristol. Bruno Pereira é um dos geológicos responsáveis pelo estudo da famosa Praia Jurássica em Porto-de-Mós.


Abstract: Several analyses of diversity through geological time use global, synoptic databases, and this practice often makes it difficult to distinguish true signals in changing diversity from regional-scale sampling and/or geological artefacts. Here we investigate how echinoid diversity changed through the Mesozoic of the Lusitanian basin in Portugal based on a comprehensive, revised database, and seek to distinguish biological signal from geological or environmental constraints. The observed diversity pattern is far from having a defined trend, showing many fluctuations that appear to be linked with gaps in the geological record. This study revealed that, independently of the method used, whether correlation tests or model fitting, the diversity signal is not completely explained by the studied sampling proxies. Among the different proxies, marine facies variation in combination with outcrop area best explains the palaeodiversity curve.

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Referências


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Portugalophis lignites, a cobra da Guimarota.


Foi recentemente publicada um novo género e espécie de cobra proveniente da Guimarota (Leiria), Portugalophis lignites, que constitui um dos registos mais antigos deste grupo de vertebrados no registo fóssil.


Abstract: The previous oldest known fossil snakes date from ~100 million year old sediments (Upper Cretaceous) and are both morphologically and phylogenetically diverse, indicating that snakes underwent a much earlier origin and adaptive radiation. We report here on snake fossils that extend the record backwards in time by an additional ~70 million years (Middle Jurassic-Lower Cretaceous). These ancient snakes share features with fossil and modern snakes (for example, recurved teeth with labial and lingual carinae, long toothed suborbital ramus of maxillae) and with lizards (for example, pronounced subdental shelf/gutter). The paleobiogeography of these early snakes is diverse and complex, suggesting that snakes had undergone habitat differentiation and geographic radiation by the mid-Jurassic. Phylogenetic analysis of squamates recovers these early snakes in a basal polytomy with other fossil and modern snakes, where Najash rionegrina is sister to this clade. Ingroup analysis finds them in a basal position to all other snakes including Najash.



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Referencias

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Paleontólogo português notícia na Finlândia.


O investigador Octávio Mateus da Universidade Nova de Lisboa é notícia na Finlândia na HSTV. Neste vídeo, Octávio Mateus explica um pouco sobre como é prospectar nos sedimentos do Jurássico Superior da Lourinhã. Em particular, na Praia de Porto das Barcas, o paleontólogo tem a oportunidade de extrair uma pegada de dinossáurio na Praia de Porto das Barcas. 

Para ver a notícia mais vídeo: http://www.hs.fi/matka/a1410499564389

domingo, 4 de maio de 2014

IX Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados


Realizar-se-á nos dias 25 a 29 de Agosto de 2014 o IX Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados, a decorrer na cidade de Vitória no Espírito Santo (Brasil). Este congresso está a cargo da Universidade Federal do Espírito Santo. Para quem estiver interessado enviar os seus resumos tem até ao dia 16 de Maio para o fazer.

Para mais informações: http://sbpv.com.br/

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Ciclo de Palestras sobre dinossáurios na Escola Dr. Afonso Rodrigues Pereira (Lourinhã), 29 de Abril

Ilustração de Ivan Gromicho

A Lourinhã é um dos concelhos mais ricos em fósseis de dinossáurios e conhecido por algumas das espécies estabelecidas em Portugal, como é  caso de Lusotitan atalaiensis ou Dinheirosaurus lourinhanensis.


No próximo dia 29 de Abril, a Escola Básica Dr. Afonso Rodrigues Pereira (Lourinhã) organizará um conjunto de palestras sobre o registo de dinossáurios de Portugal e do Níger (Africa) das 10:00 às 16:05 na sala 25. Este evento de palestras científicas surge no âmbito da comemoração do "Dia Mundial do Planeta Terra". Estas palestras contarão com vários investigadores portugueses especialistas na matéria e pertencentes á Sociedade de História Natural de Torres Vedras, ao Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Lisboa) e à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Aqui deixamos uma lista das conferências a realizar, com um pequeno cv dos investigadores em causa:

Vanda Faria do Santos (MNHNC) na Pedreira do Avelino (Sesimbra), Foto: Luís Rodrigues

  • "Icnologia - uma ciência interpretativa aplicada à Paleontologia" por Vanda Faria dos Santos, investigadora do Museu Nacional de História Natural e da Ciência e especializada em pegadas de dinossáurios, em particular no registo do Jurássico português. Foi uma das responsáveis pelos estudos levados a cabo nos trilhos preservados na Pedreira do Galinha, em pleno Maciço Calcário Estremenho.

Elisabete Malafaia (FCUL/SHN) no Estados Unidos da América

  • "Dinossáurios do Jurássico Superior português - um importante registo" por Elisabete Malafaia e Bruno Camilo Silva. Elisabete Malafaia é investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e da Sociedade de História Natural de Torres Vedras e é especializada em dinossáurios terópodes, com especial enfoque no registo de allosauróides do Jurássico Superior Português. Bruno Silva é o presente director do Laboratório de Paleontologia e Paleoecologia da Sociedade de História Natural de Torres Vedras, entidade que tem realizado diversos trabalhos no registo fóssil de vertebrados do Mesozóico Português.

Bruno Silva explicando a geologia da região Oeste.

  • "Objectivo Níger - um projecto científico/humanitário" por Pedro Dantas, paleontólogo português da Sociedade de História Natural de Torres Vedras e especialista em dinossáurios, é responsável pelo estabelecimento de alguns táxones em Portugal, como é o caso do dinossáurio saurópode Lourinhasaurus. Apesar de ter participado em diversas escavações em Portugal (e.g. Lourinhã, Pombal, Torres Vedras), Espanha e Estados Unidos da América (Utah), nesta palestra este investigador irá falar um pouco da sua experiência nas campanhas paleontológicas levadas a cabo no Níger (Africa) na qual participaram investigadores portugueses, e na qual foi descoberto o saurópode Spinophorosaurus

Pedro Dantas (SHN) na excavação de Dinheirosaurus (Porto Dinheiro, Lourinhã)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Registo de trilobites de Mação no XII EJIP



Sofia Pereira, doutoranda da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e bolseira da FCT acabou por ser a única representante portuguesa no XII Encontro de Jovens Investigadores em Paleontologia, que decorreu nos passados dias 10 e 11 de Abril (as comunicações), em Boltaña, Espanha. A sua comunicação, intitulada El registro más antiguo de un trilobite Brachymetópido en la región Mediterránea (pertencente à coleção particular de Pierre-Marie Guy e gentilmente cedida para estudo), e em parceria com os seus orientadores Artur Sá e Carlos Marques da Silva, foi ainda a comunicação estratigraficamente mais antiga neste EJIP, o que concedeu à Sofia a honra de ser a primeira a apresentar o seu trabalho. Aproveitando esta vantagem, arriscou iniciar a sua exposição com uma provocação, que acabou por ser bem recebida e interrompida por um forte aplauso: “Colegas, há fósseis abaixo do Ordovícico, prometo-vos! Além disso há um provérbio muito antigo que diz que quanto mais bonito é o paleontólogo, mais antigos são os fósseis que estuda, vão por mim. E desculpem, pessoal do Cenozóico!!!” Com esta comunicação Sofia apresentou o registo mais antigo de uma trilobite brachymetopídeo da região Mediterrânica (e possivelmente a nível mundial), proveniente do Membro Queixopêrra, da Formação Cabeço do Peão, Mação, Portugal (Katiano, Ordovícico): Radnoria aff. simplex


"1 cm desta gente" como a Sofia referiu, põe em causa a ideia de que o Género Radnoria e, por conseguinte, a Família Brachymetopidae provêm da Laurentia, podendo assim ser originários da região Sul-Gondwânica (paleogeografia Ordovícica).



Pequeno vídeo da Trilobite (exemplar de Pierre-Marie Guy):          



terça-feira, 4 de março de 2014

Visita ao Laboratório de Paleontologia e Paleoecologia da Sociedade de História Natural.


A Sociedade de História Natural de Torres Vedras, no âmbito do seu 15º aniversário, lança um convite a todos os professores. Este convite pretende mostrar à comunidade escolar os trabalhos realizados por esta instituição, no Laboratório de Paleontologia e Paleoecologia. As visitas serão realiadas nos dias 8, 15 ou 22 de Março, mediante contacto prévio por parte dos professores, e conta ainda com uma visita guiada pela expoxição inaugurada em Novembro de 2013, "Dinossauros que viveram na nossa terra", sediada no Museu Municipal Leonel Trindade.

Para os menos atentos, a Sociedade de História Natural é uma instituição sediada em Torres Vedras que se tem dedicado nos último anos à investigação das faunas de répteis mesozóicos da Bacia Lusitânica (ou Lusitaniana).

Para inscrições: http://bit.ly/MTxJci.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Hylaeochelys kappa, nova tartaruga do Jurássico Superior de Mafra (Portugal)


Depois de Selenemys lusitanica, encontrada no conselho de Torres Vedras, o Jurássico Superior da região Oeste volta a proporcionar uma nova espécie de tartaruga fóssil, fazendo desta região um autêntico "ninho" de tartarugas fósseis. 

Adán Pérez-García (Universidad Complutense de Madrid) e Francisco Ortega (Grupo da Biología Evolutiva da Universidad Nacional de Educación a Distancia), ambos investigadores da instituição portuguesa Sociedade de História Natural (SHN), sediada em Torres Vedras, descrevem uma nova espécie  de tartaruga com base numa carapaça significativamente completa encontrada no Barril, em Mafra. 

Esquema da carapaça de Hylaeochelys kappa.

A descrição deste exemplar e a sua posterior comparação com o registo europeu de tartarugas fósseis, permitiu concluir que esta tartaruga corresponde a um novo membro basal de Eucryptodira, mas fora do grupo Plesiochelyidae, grupo de tartarugas relativamente abundante no Jurássico Superior da Península Ibérica. Com este exemplar é estabelecida uma nova espécie dentro do género Hylaeochelys, apelidada de Hylaeochelys kappa. Esta nova espécie do género Hylaeochelys, encontrada nos sedimentos do Jurássico Superior do Barril (Mafra), é a primeira e mais antiga ocorrência de este género a nível mundial. Para além da espécie portuguesa, existe uma outra espécie de Hylaeochelys, Hylaeochelys belli, pertencente ao Cretácico Inferior Britânico.

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Referência

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Vertebrados Fósseis Portugueses no Encontro Anual da Society of Vertebrate Paleontology, Los Angeles


Apesar de ter passado já um mês, não podemos deixar de fazer referência ao mais importante congresso em paleontologia de vertebrados, o encontro anual da Society of Vertebrate Paleotology, que este ano teve lugar na cidade americana de Los Angeles, California.

Fazemos aqui uma breve referência aos trabalhos apresentados neste congresso sobre o registo fóssil português (cinco trabalhos na sua totalidade). Este ano destaca-se o Jurássico Superior português, com comunicações em mamíferos e dinossáurios.
  • Brinkkötter, J., Martin, T. (2013). Molar morphology and function of Haldanodon exspectatus (Docodonta, Mammaliaformes). Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2013, 94. 
  • Jäger, K., Luo, Z., Martin, T. CT Scaning and 3D image analyses of the postcranial skeleton of Henkelotherium guimarotae (Cladotheria, Mammalia) from the Late Jurassic of Portugal and its locomotor adaptations. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2013, 147. 
  • López-Torres, S., Silcox, M. (2013). Phylogenetic relationships of the european Paromomyidae (Primaters, Mammalia) And their biogeographic implications. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2013, 164. 
  • Mocho, P., Royo-Torres, R., Ortega, F., Silva, B. (2013). Macronarian record from the Upper Jurassic of Portugal. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2013, 178. 
  • Ribeiro, V., Holwerda, F., Mateus, O. (2013). Theropod egg sites from the Lourinha Formation, Portugal. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2013, 198. 

podem aceder ao livro de abstracts se cliquarem na imagem.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

XXVII Feira de Minerais, Gemas e Fósseis, 5-8 de Dezembro

http://www.mnhnc.ul.pt/portal/page?_pageid=418,1805682&_dad=portal&_schema=PORTAL

Como tem sido tradição todos os anos em Lisboa, antes do Natal e do Ano Novo, realizar-se-á mais uma vez, uma das feiras de minerais, gemas e fósseis mais importantes a nível mundial, a XXVII Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis, do Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

A ter lugar nos dias 5 a 8 de Dezembro, este ano, a feira terá como temática os cristais. É então espectável esperar milhares de exemplares com formas e geometrias exuberantes, espalhados pelas numerosas bancadas que o Picadeiro (edificio localizado a oeste do Museu Nacional de História Natural e da Ciência) albergará nos próximos dias.

 Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Lisboa

Uma vez mais, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência decide organizar uma das feiras de minerais mais importantes na Europa, agora na vigésima sétima edição. Este evento estriou-se pela primera vez no ano de 1998, despois de alguns anos dificeis, em parte, consequência do incêndio de 1978, que destruio parte importante do Museu Nacional de História Natural. Contudo, esta instituição, decide avançar de forma ambiciosa com a organização de uma feira internacional de minerais, gemas e fósseis, que hoje é parte fundamental da actividade cultural anual da cidade de Lisboa (Portugal). Apesar dos tempos de crise, é bom termos ainda a oportunidade de visitar mais uma vez esta magnífica feria, à qual desejamos longa vida.

Estes dias, estaremos também presentes na XXVIII Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis, promocionando um pouco nossa actividade em torno das faunas do Jurásico Superior Português.

Deixamos em seguida um breve calendário: 
  • Horário: 5 Dezembro – das 15.00h às 20.00h; 6 e 7 Dezembro – das 10.00h às 20.00h;  8 Dezembro – das 10.00h às 18.00h 
  • Local: Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Rua da Escola Politécnica, 60. 1250-102 Lisboa
http://www.mnhnc.ul.pt/portal/page?_pageid=418,1805682&_dad=portal&_schema=PORTAL

Informação retirada de: http://alt-shn.blogspot.com.es/